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Quarta-feira, 28 de outubro de 2026 · Belford Roxo, RJ Instagram Facebook YouTube
Polícia

Caso de tortura em Belford Roxo: pai agrediu filha de 9 anos

Polícia investiga caso de tortura em Belford Roxo após homem confessar agressões brutais contra a filha de 9 anos. Saiba mais detalhes.

Redação Jornal Belford Roxo
Fachada da Delegacia de Atendimento à Mulher de Belford Roxo na Baixada Fluminense.
Foto: enfoco.com.br

A Polícia Civil apura um caso grave de tortura em Belford Roxo atribuído a um homem contra a própria filha, uma menina de 9 anos de idade. O acusado confessou formalmente as agressões perante as autoridades durante interrogatório policial no município da Baixada Fluminense.

Confissão e agressões com objetos

O episódio foi registrado e segue em tramitação na Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) da cidade. De acordo com os exames periciais realizados pelo Instituto Médico Legal, o corpo da vítima apresentava diversos ferimentos graves decorrentes da violência cometida no ambiente familiar.

A titular da unidade policial detalhou que a criança sofreu socos, chutes e ataques com o uso de um cabo de vassoura e de uma pá de ferro. Em sua manifestação aos policiais civis, o homem reconheceu a autoria dos atos e alegou que agiu de tal forma sob a justificativa de estar corrigindo a menor.

Enquadramento do crime de tortura em Belford Roxo

Diante das provas coletadas e do próprio depoimento do suspeito, as autoridades formalizaram o indiciamento do pai pelo crime de tortura. A legislação penal do país define como tortura qualquer submissão de pessoa sob autoridade, guarda ou poder a violência ou grave ameaça como forma de castigo pessoal ou ato preventivo, gerando intenso sofrimento físico ou psicológico.

Segundo a polícia, a pena-base prevista para essa infração pode chegar a oito anos de reclusão. Como a vítima é uma criança, a lei estabelece um acréscimo de um terço no tempo total da condenação caso o processo resulte em sentença condenatória definitiva.

Situação processual e andamento do inquérito

Mesmo com a confissão e com a tipificação do crime na delegacia especializada, o homem ainda não foi preso e responde aos atos em liberdade provisória. O procedimento segue em andamento interno para a conclusão dos laudos finais e relatórios das oitivas.

O inquérito da Deam será encaminhado ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, órgão responsável por analisar a denúncia à Justiça. Casos de violência contra menores contam com atenção redobrada dos órgãos de proteção à infância atuantes na Baixada Fluminense.

Com informações de enfoco.com.br. Foto: enfoco.com.br.

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