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Quarta-feira, 28 de outubro de 2026 · Belford Roxo, RJ Instagram Facebook YouTube
Política

Prefeita de Belford Roxo visita Márcio Canella na prisão

A prefeita de Belford Roxo se passou por advogada para visitar Márcio Canella na cadeia sem autorização. Saiba os detalhes do caso político.

Redação Jornal Belford Roxo · Atualizado em
Mariana Malta, prefeita de Belford Roxo, durante pronunciamento oficial na sede da administração municipal.
Foto: temporealrj.com

A prefeita de Belford Roxo, Mariana Malta, conhecida como Mariana Canella, virou o centro de uma crise institucional após comparecer ao presídio para visitar o deputado e correligionário Márcio Canella sem autorização regular. De acordo com as informações apuradas, a chefe do Poder Executivo municipal teria recorrido à apresentação como advogada para conseguir liberação de entrada no complexo penitenciário.

Entenda a visita irregular ao presídio

Mariana possui histórico de proximidade com o parlamentar, tendo atuado durante sete anos em seu gabinete como assessora parlamentar na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Ela foi eleita vice-prefeita na chapa de Canella na disputa de 2024 e tomou posse na chefia da prefeitura em abril, quando o antigo mandatário se desincompatibilizou da administração municipal para participar do processo eleitoral no estado.

A tentativa de visita burlando os trâmites normais do sistema penitenciário provocou forte desgaste e repercussão no meio político. A condição de advogada assegura prerrogativas exclusivas de atendimento a clientes sob custódia, mas o uso da identificação por uma autoridade pública em exercício para ver um aliado político gera apurações imediatas quanto ao cumprimento dos protocolos carcerários.

Prisão preventiva determinada pelo STF

Márcio Canella está preso preventivamente em razão de determinação do ministro Alexandre de Moraes, integrante do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida decorre de investigações conduzidas pela Polícia Federal sobre a atuação de redes de postos de combustíveis na Baixada Fluminense e na capital, envolvidas em movimentações financeiras suspeitas de lavagem de dinheiro da ordem de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos.

No mesmo inquérito, foram alvos de mandados de prisão o ex-secretário estadual de Polícia Civil Marcus Amim e outros quatro policiais civis. O desdobramento político preocupa quem reside em bairros como Areia Branca, Heliópolis e Lote XV, que acompanham os reflexos da crise na condução administrativa da cidade de Belford Roxo.

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Com informações de temporealrj.com. Foto: temporealrj.com.

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